Vou me suicidar!

Vou me suicidar!
Uma história real.

Foi o que uma amiga ouviu de seu marido de apenas 45 anos e pai de seus dois filhos de 12 e 14 anos, na segunda-feira 15 de agosto.

Você que está lendo esse texto está esperando eu dizer quando ele se matou. Graças a Deus ele não fez isso e espero que nunca o faça, porém, o desespero de quem não consegue emprego, vê a depressão tomar conta e não enxergar qualquer horizonte é um tipo de morte.

Milhares de brasileiros estão nesse estágio, nesse tipo de morte; os jovens, os de meia idade e, principalmente, os com mais de 50.

É angustiante ver o desastre de almas e competências ao qual este país está infligido.

Esse tipo de morte é cruel pois, ela acontece diariamente e, “ implacavelmente”, gera a permanente vulnerabilidade da incerteza, se tal frase será cumprida ou não, ou ainda, quando será?

Essa situação afeta toda a família, amigos e a sociedade, é o tipo de morte que cria zumbis buscando sustento em um mercado retraído, quebrado e desesperado, soma-se a esse triste quadro a grande revolução que está acontecendo no mundo, a mudança de mentalidade e de modelos de negócio e então, estamos diante do caos.

Essa verdadeira revolução do século 21 extinguirá dezenas de segmentos e modelos ortodoxos que hoje são milionários e que estão próximos de um fim próximo, a não ser que se reinventem.

Sem inovação, profissões também podem ser extintas no mundo das agências, como já vem ocorrendo desde o surgimento da internet.

Claro que o caminho não é a frase acima, temos que ajudar os que estão neste tipo de morte, procurando motivá-los e, através de networking buscar alguma colocação. Fácil? Não! Porém é um passo.

Resiliência é fundamental e uma nova mentalidade para se reinventar é crucial neste momento. A pergunta é; como posso fazer algo de valor perene? Isso vale para todos: empresários, colaboradores, autônomos etc….

Quando refletirmos sobre a pergunta começaremos a perceber que a vida não é uma série descartável de capítulos, mas sim uma longa história onde o fim depende muito do começo.