REUNIÃO DA AGONIA

REUNIÃO DA AGONIA

Local: sala da presidência de uma agência
Ano: 2015
Mês: maio

Sentam-se à mesa seis cabeças inteligentes e importantes do mercado de comunicação e marketing. Empresários do tipo “self made man”, com décadas de luta, garra e experiência acumulada, criadores de muitos e importantes cases de sucesso.

Todos começam a reunião com calma e cortesia, altivez e assertividade, nas análises e conclusões do modo como atuar nesse novo mundo. É um verdadeiro “desfile intelectual” nas tentativas de “falar difícil”, de manifestar sabedoria, sapiência obtida com as rugas, uns com poucas ― para ser sincero, eu era o mais velho.

Comentam sobre a juniorização, além da leonina postura, somada à absoluta arrogância e total desrespeito na relação cliente-agência. Postulam fatos atenuantes para as agências, na evidente tentativa de jogar a responsabilidade pelo caos que vivemos no mundo da publicidade sobre o cliente.

Cinco minutos depois, todos estão gritando, interrompendo as frases alheias em busca da supremacia na discussão, para sentirem-se ainda um pouco importantes e insubstituíveis nesse planeta, pois, pensando assim, o medo do futuro será menor.

A atenuante, efêmera, mais importante sensação de que ainda “sabemos tudo” sobre esse negócio, e a inevitável verdade de que isso não é mais condizente com a realidade. Há tempos! É cruel. Estamos sem rumo!

Este é um agonizante momento para todos — veículos, agências, anunciantes, e toda a cadeia que envolve a comunicação e o marketing, com raras exceções. Estamos na era do experimental, com todos tentando se reinventar, fazendo as mesmas coisas, as mesmas campanhas, nos mesmos caminhos de sempre, pensando da mesma maneira, e com grande expectativa e necessidade de encontrar resultados diferentes, novos e permanentes, reinventando-se em si mesmos. O de sempre!

Os clientes mudam as agências para a mesma ação, mudam, mudam, mudam. E continuam na superfície tênue do desconhecimento dos seus consumidores. Mudam até executivos — que sempre querem o novo com a segurança do velho. Isso não existe, meu caro. O novo é risco, o novo é aprendizado, o novo requer ousadia, o novo se constrói. Não existe benchmarking, o novo no trade marketing é construir o Big Asset: massa conhecida de consumo recorrente.

Sabe por que você não conhece o Big Asset? Porque é novo. Quem criou foi a www.zicarrdttma.com.br, visite e marque um café. Garantimos um café novo nessa velha história de agonia, acompanhada de insônia!