No PowerPoint o mundo é mágico

No PowerPoint
o mundo é mágico

Quantos de nós já não ficou milionário em uma apresentação em PowerPoint?

Em minha caminhada já vi centenas de milagres de marketing, fusões, aquisições, associações, campanhas que “dobram” as vendas de líderes absolutos de mercado e, até de plataformas de coisa alguma que valerão milhões de dólares em dois anos, como: pré-sal, bolsa de valores e outros.

“O mais incrível, é que com o tempo, centenas de startups, empresas com mais de dois anos de mercado, e até mesmo empresas maduras que outrora já foram lucrativas, acabam quebrando, fechando seus negócios e frustrando centenas de sonhos”.

– “Mas o plano estratégico era sensacional, no PowerPoint tudo dava certo”.

Por que alguns caem nessas ciladas? Simples, trabalham com a esperança acima da razão e criam sonhos de conquistas de contas, ganhos de concorrências e etc, que acabam não acontecendo e quando acontecem não são lucrativas, pois os preços aplicados são suicidas.

A regra é até simples, agências são pessoas, pessoas são o ativo da agência, portanto, temos aí um negócio onde o ativo deixa a empresa todos os dias para dormir em casa e voltar no dia seguinte. Já viu algo tão frágil quanto isso?

Como garantir que esse ativo volte no dia seguinte?

Resposta: com estabilidade e perspectiva de crescimento.

Então o que fazer?

Treine as pessoas todos os dias, estimule e incentive o talento, trabalhe por meritocracia e dê futuro participativo aos que merecem. Sempre com a menor célula possível de operação.

Onde está o negócio da agência? Está no mercado, são os clientes, e esse mercado de hoje exige competência, capacidade técnica, financeira e legal para começo de conversa.

Portanto, sejam conhecidos, construam um forte portfólio, criem uma marca respeitável, administrem o custo todos os dias e trabalhem 5, 6, 7 anos nesse cenário e somente a partir daí pensem em ganhar dinheiro.

Lembrem-se, o PowerPoint faz uma apresentação incrível, é envolvente e atraente, porém quem faz o business são os “caras” que se reúnem todos os dias, dão a vida para o negócio e não acreditam em Papai Noel.

Boa sorte!