Orçamento Base Zero: o terror das agências!

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Orçamento Base Zero:
O terror das agências!

Desde 1960, quando a Texas Instruments desenvolveu o novo conceito e modelo de orçamentos, o mundo todo adotou e aprimorou esta metodologia que vem apresentando sempre grandes resultados na redução de custos e, obviamente, ajudando muito no alcance do lucro alto e constante. Ronald Reagan, 33º governador da Califórnia, adotou em sua gestão, com extraordinário sucesso, o Orçamento Base Zero (OBZ). Como 40º presidente dos EUA, de 1981 a 1989, Reagan repetiu a dose, novamente com grande êxito.

Como pudermos ver nessa breve introdução, quando falamos de OBZ, falamos de um conceito, modelo e prática de sucesso mundial há décadas. Aplicável a qualquer business, de qualquer tamanho e em qualquer lugar, o OBZ, que muitas vezes é tomado como o “dragão do lucro”, o símbolo da ganância do cliente por inúmeras agências do Brasil, principalmente as nacionais e no bellow the line, nada mais é do que “inteligência de compra”. E aqui não falamos nem de longe em preço, falamos em real necessidade, timing da compra, valor e condições de pagamento.

Por puro desconhecimento de que a aplicação do OBZ é possível ao negócio “agência”, a perda de rentabilidade torna-se superagressiva. Como consequência há, também, a perda de competitividade, pois os grandes ativos das agências são talento e inteligência, que, com a sistemática perda de rentabilidade, não conseguem ser mantidos. Esse caminho é muito perigoso, porque não é possível vencer concorrências sem talento; sem ganhos, não há receita; e sem receita, a agência fecha. Simples assim.

Parece que um pouco dessa grande discussão, já velha, da baixa rentabilidade, perda de valor das agências etc., também passa por aqui.  É preciso alinhar os conceitos e se preparar para aplicá-los em harmonia com todos os players, em cadeias de negócios diversas e extensas. Dá a impressão que, por falta de  conhecimento e planejamento, um sistema de compras que vem sendo utilizado desde a década de 1960, não poderia causar surpresas às agências e em toda cadeia envolvida nesses serviços.

Se a regra do jogo é clara, é para todos, e se torna a nova ordem mundial, o que todos deveriam fazer é: entender profundamente a metodologia, aplicando-a ao seu negócio e exigindo o mesmo gesto de todos os seus fornecedores.

Sei o que você está pensando: “Isso é impossível! No Brasil, não rola! 90 – 120 dias de prazo de pagamento é algo imoral…”. Caros, o mundo continua, as empresas seguem comprando como sempre e se manterão comprando, cada vez melhor e daqueles que entenderam de verdade a regra do jogo como oportunidade de evolução, crescimento e lucro. O difícil mesmo é sair da linha de conforto, não é?

A Zicard, como dezenas de outras agências nacionais, atua sob o OBZ há mais de 15 anos. O OBZ é apenas um dos grandes agentes de mudança no universo administrativo global. Temos que olhar para todos, conhecer todos e planejar todos os dias, cada dia de nosso futuro, se realmente quisermos viver.