O consumidor multicanal vai matar a loja física?

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O consumidor multicanal vai matar a loja física?

Em continuação ao meu último texto sobre Trade Marketing e o consumidor multicanal na ZICARDTTMA, gostaria de ser claro: a loja de tijolo e argamassa não está morta. Ela só tem um papel diferente agora.De fato, em um mundo multicanal, as lojas físicas podem até apresentar uma vantagem competitiva, desde que integradas e conhecedoras de seus clientes. Alguns varejistas multicanais estão obtendo crescimento sobre as vendas on line e, ao mesmo tempo, maior penetração entre os consumidores que moram perto de suas lojas. Em vários setores, a compra do tipo “clique e retire” está se revelando um meio muito popular e cada vez mais eficiente de servir o cliente.Mais de 50% das vendas online do Walmart e cerca de 40% da Best Buy já são “retiradas” nas lojas, ou seja, o consumidor compra pela loja virtual e retira na loja física. Obviamente que esse “trânsito“ entre o virtual e o real pode e deve ser explorado com inteligência e fortes estratégias de retenção. Cresce também o sistema “loja-dentro-da-loja”.

Para a Microsoft, Samsung e outros fornecedores, a Best Buy proporciona aos que precisam mostrar seus produtos em um ambiente de varejo físico, espaços exclusivos com equipes treinadas, ou até próprias dos fabricantes.Por outro lado, as lojas apenas on-line, tais como Oak Furniture na Inglaterra ou “sofa.com”, abriram lojas físicas que hoje representam algo como 60% das vendas totais desse business. O fax não matou o telex, tela do monitor não matou o papel, o jornal on line não matou o físico, as tevês a cabo não mataram as abertas e o mercado on line não matará o físico.Morreram os que, em todas essas épocas e momentos, não evoluíram, foram reacionários ou soberbos, não acreditaram nas mudanças, não se reinventaram. Estamos na era da integração das plataformas, dos meios, da linguagem e, principalmente, do conhecimento daquele consumidor que queremos atingir.

Alguns varejistas estão reformulando suas redes de lojas em resposta ao crescimento do mundo virtual. Uma das novas abordagens é tornar a loja um canal de negócios e serviços online, oferecendo comodidade e atendimento especial, suportado por uma especialíssima seleção de produtos e, para isso, eles precisam conhecer o consumidor. A varejista britânica Argos, por exemplo, está testando um sistema novo de distribuição de “hub-and-spoke” em Londres, algo como “foco e expresso”. Com produtos a serem entregues a lojas com grandes marcas, mas de tamanho menor e “digitalmente habilitadas”, a Argos garante a entrega de mais de 20.000 itens no mesmo dia da compra ou, no máximo, no dia seguinte.
Isso é comodidade ao consumidor, privilégio e atenção, distinção e reconhecimento, assim eles estão buscando venda nova e retenção do cliente, já habitual.É o trade se mexendo, se reinventando em direção ao Big Data, ao Big Asset, à sobrevivência. BIG ASSET é a construção desse ativo, a redução da dispersão dos investimentos de Trade Marketing e Marketing, proporcionando sempre a melhor relação de custo benefício para sua massa de clientes, identificados um a um.

A www.zicardttma.com.br pode ajudar a indústria ou o varejo a construir seu Big Asset!