Não consigo clientes

Não consigo clientes

Mesmo antes da recessão que estamos vivendo, já era comum há algum tempo ouvir esse lamento legítimo das agências.


Todos nós conhecemos a “ladainha” de preços, concorrências, abuso do poder econômico e mesas de compra. Me permitam dizer que o lamento não vai mudar o panorama e muito menos as práticas de hoje. O valor do nosso negócio foi reduzido porque as agências permitiram e também não criaram diferenciais para saírem dos commodities.


Os clientes continuam investindo e terão que investir sempre, se o montante de investimento diminuiu, e é verdade, um número menor de agências terá trabalho e a grande maioria não. Quem terá trabalho?


Quem tiver diferencial, criar mecanismos únicos de tracking, caminhar para a big data, investir em tecnologia digital como plataforma, provar resultado de verdade e tiver a “Big Idea”. Simples, não?


Claro que à primeira vista parece ser impossível, mas não é. Só será impossível se você não começar nunca. Nenhuma das grandes agências do live marketing ou do trade nasceram grandes, todas tiveram seus dias difíceis e momentos desesperadores como agora, porém fizeram da resiliência seu mantra e conseguiram reinventar seu negócio. Aliás, continuam a se reinventar diariamente.


Faça acordos com agências de especialidades complementares, crie um comitê de inovação (mesmo que júnior).


Entenda o que o cliente precisa e não o que você tem a oferecer. Mesmo que de forma homeopática, desenhe seu futuro em equipe. Ouça os jovens e depure as ilusões, o mix entre a senioridade e a juventude pode ser uma grande solução. O cliente exige mais, a massa executiva é jovem e, obviamente a verve e a mentalidade mudaram.


Realinhe-se, pare de lamentar e troque o complexo de anão por ação, foco e garra, mas não esqueça da resiliência. Quando você ouvir essa ladainha e não se sentir mais parte desse grupo, talvez lembre de algumas palavras deste texto.