O que isso tem a ver com marketing e comunicação?

O que isso tem a ver com
marketing e comunicação?

A Revolução Industrial foi a mecanização dos sistemas de produção que ocorreu entre os séculos XVIII e XIX, tornando-se uma grande transformação em todos os aspectos da vida cotidiana da época.

Iniciou-se na Inglaterra no século XVIII e ao longo dos anos espalhou-se pela Europa Ocidental e Estados Unidos, sendo responsável pela substituição do trabalho artesanal pelo assalariado, com uso das máquinas.

A Inglaterra foi pioneira no movimento por diversos fatores, entre eles: por possuir uma rica burguesia; ter a mais importante zona de livre comércio da Europa, o êxodo rural e a localização próxima ao mar que colaborou com a exploração dos mercados ultramarinos.

 Foi nesse período que a Inglaterra com seus teares e tecidos magníficos vestiram o mundo e vendiam para os países que não possuíam essa “tecnologia”, daí surgiram os grandes negociantes que conhecemos hoje como traders, atacadistas, etc. Negociantes esses que importavam e vendiam para lojas, ou até mesmo para os camelôs nas ruas das poucas cidades de antigamente.

Daí o espiral natural da evolução integrada se fortaleceu e avançou, as máquinas foram evoluindo gradualmente, então os trabalhadores precisaram aprender e se especializarem em algo.

O ponto de intersecção de início das técnicas de vendas e posteriormente marketing e comunicação chama-se comprador, ou seja, o nosso consumidor final.

Porém, como embrião do capitalismo que permitiu o plebeu ser rico, ou seja, sem título de nobreza, a revolução expandiu ainda mais com a chegada do Iluminismo que, literalmente, “abriu” a mente de todos naquela época, foram os “fora da caixa” de hoje. Na arte, na religião e nos costumes, o Iluminismo deu luz a um novo mundo. Claro que a roda do: criou, produziu, vendeu e lucrou, fez com que o sistema precisasse de novos consumidores e também de um trabalho para a criação de novos produtos, para que assim, houvesse sempre um mercado em expansão. Status e noção de poder saíram das mãos da nobreza quando, vagarosamente, produtos como luz elétrica, telefone, rádio, geladeira e outros, que antes eram encontrados somente nas propriedades da nobreza ou nas residências das grandes fortunas passaram para as mãos das outras classes. Consequentemente a produção aumentou, a escala reduziu o custo individual dos produtos e estabeleceu-se o capitalismo chamado, no fim do século passado, de capitalismo selvagem.

No final do século passado e começo deste novo século, deu-se início a uma nova Revolução Industrial com a criação da internet, a internet das coisas, a mobilidade e instantaneidade da comunicação entre as pessoas, em qualquer lugar do planeta em tempo real como são os casos do FaceTime, WhatsApp, e do Skype. Com essa transformação muito rápida aliada a evolução de produção que os computadores levaram as indústrias, poderíamos facilmente chamar essa nova Revolução Industrial de Revolução Autofágica.

Explico: as máquinas dependem cada dia menos de trabalhadores, esses, por sua vez, perdem empregos e perdem também o poder aquisitivo. As máquinas continuam a despejar bilhões de produtos todos os dias em um mercado que agora conta com um número cada vez menor de consumidores com condições de compra. O marketing, por sua vez, segmenta as marcas, cria diferenciais e posicionamentos específicos e busca na fidelização a base para a sobrevivência, porém, diariamente profissionais perdem seus empregos no mundo todo e, naturalmente, restringem seu portfólio de compras.

A Revolução Autofágica poderá acabar com o marketing e a comunicação assim como ela mesma, implodindo o capitalismo sem controle.

Feliz o que fabrica pão com manteiga!