Descobrindo o mundo digital

Descobrindo o mundo digital

Não é tão difícil prever um mundo digital conectado e orientado pela navegação

Durante os séculos XV e XVI, os europeus, principalmente portugueses e espanhóis, lançaram-se nos oceanos Pacífico, Índico e Atlântico com dois objetivos principais: descobrir uma nova rota marítima para as Índias e encontrar novas terras. Este período ficou conhecido como a “Era das Grandes Navegações e Descobrimentos Marítimos”.

Pois bem, quando lemos o resumo desses cinco tópicos abaixo, podemos perceber que estamos revivendo, no mundo digital, o que a humanidade viveu há 500 anos, no mundo real.

  1. Em 2014, a penetração da internet atingiu 39% da população mundial – 2,8 bilhões de internautas, um crescimento de 8% em relação a 2013.
  2. As cinco maiores empresas da internet são plataformas, pela ordem: Apple, Google, Alibaba, Facebook e Amazon.
  3. A visualização de vídeos na web está crescendo bem rápido, principalmente no formato retrato, ou seja, vídeos verticais, o que deve obrigar criadores e produtores a repensarem suas peças.
  4. A criação de conteúdo gerado pelos próprios usuários está explodindo.
  5. Adolescentes estão migrando de texto para redes sociais com maior apelo visual, com Snapchat e Instagram à frente.

(Fonte: TechCrunch)

Os objetivos de hoje não são uma nova rota para as Índias, nem encontrar novas terras. Hoje temos todas elas conhecidas e desbravadas. Agora, estamos no mundo digital em busca do descobrimento das novas rotas para o conhecimento imediato, da informação precisa no tempo exato para tomada de decisão, do conhecimento do hábito, do desejo, da relevância que o mercantilismo atual, no século XI, procura.

Os barcos de hoje são as plataformas de viagem, e as mercadorias são todas as que imaginarmos, sim. Podemos adquirir pela internet serviços, produtos, sonhos e desejos. Só não podemos adquirir o que não existe, mas, com a criação e maturação do Big Data, serão criados os Big Assets — e, nesse momento, surgirá a oportunidade da realização da venda do que não existe, pela capacidade de predição da compra, ou do sonho, do desejo. 

Vamos atuar com o presente, lançando mão do marketing plural, integrado e mensurável, mesclado com o futuro, no desenvolvimento de novos canais, produtos e serviços apontados pelo Big Asset.

Ainda assim, com prognóstico virtual dominador de mercado, vamos visitar e comprar em lojas físicas por muitas décadas ou, quem sabe, por toda a eternidade. Vivemos a grande revolução da integração e interação dos mundos virtuais e analógicos — a corrida já começou há anos, sendo que algumas “embarcações”, como Apple, Google, Alibaba, entre outras, já navegam muito à frente, descobrindo e “colonizando” importantes Big Assets.

Não seria loucura prever um futuro com quatro ou cinco “cérebros de negócios em formato de plataformas” dominando o mundo. Parece-me uma insanidade sem tamanho ignorar essa tendência ou uma previsão parecida.

Remando contra a maré, temos nações e continentes em estágio de desenvolvimento com séculos de atraso — é o que em marketing chamamos de “mercado futuro”. Será muito mais fácil e rápido conquistá-lo, pois, o benchmarking, oferecido pelo Big Asset, será replicável e lucrativo.

Vamos aguardar para ver, lembrando que aqui no Brasil você já pode falar em Big Asset com a www.zicardttma.com.br.

Até breve!
João Carlos Zicard