Contratamos 3 novos talentos!

news_OP1
Contratamos 3
novos talentos!

– Sim, é verdade, contratamos.

– Mas isso é manchete?

– Infelizmente sim, diante de 92 currículos em busca de vagas enviados ao meu e-mail em 90 dias, sim é.

– Então vocês estão crescendo, que bom ouvir isso!

– Bem, não é esse o caso. Estamos mudando o perfil, não crescemos o nosso quadro, estamos nos ajustando ao novo mundo, tentando acompanhar a festa.

O fim das vagas, e até das carreiras aconteceram devido uma relação direta ao conservadorismo empresarial. Drucker já falava há décadas que as marcas precisavam se renovar, e eu acrescento, as empresas por trás das marcas precisam urgentemente se renovar. Reposicionar a marca hoje não é apenas o que antigamente chamava-se de ‘jogada de marketing’, é mudar a mentalidade de verdade, de forma legitima e de toda a empresa.

O curioso é que quando falamos em mudança de mentalidade imediatamente pensam em troca do profissional mais velho pelo mais novo, mas não é isso também, aprendi com o tempo a perceber jovens extremamente plugados e inovadores de 60 anos de idade e velhos embutidos e reacionários com 30 anos de idade.

Falo aqui de pessoas, de processos, de modelos de negócios, de renovação de propósitos, de geração de valor, e principalmente de mentalidade de grupo, onde a hierarquia não é uma ancora para a renovação.  Onde o espaço para criação é de todos e criação em todos os sentidos, nos métodos, nos processos e no marketing, a pergunta que devemos fazer hoje é: Por que fazemos assim e que valor isso tem para alguém?

Enquanto as instituições não entenderem que seus produtos não foram criados para suas empresas e sim para o mercado, elas serão frágeis ou estarão frágeis.  Enquanto os profissionais pensarem que o que eles fazem hoje já é o bastante, eles estarão frágeis e em risco.

A responsabilidade hoje é do grupo e não segmentada, o crédito também. Tanto o fracasso como o sucesso são criados pelo grupo, egos e dissimulações só levarão os profissionais a um lugar, a rua. O desemprego é gerado pela crise, mas a escolha de quem vai sair é pelo drive de cada um, do valor gerado por e de cada um.

O BUSINESS QUE VAI SOBREVIVER SERÁ O MUTANTE EM BUSCA DO MAIOR VALOR PARA O MERCADO EM QUE ATUA. COM PLANEJAMENTO, CUIDADO, E CONSTANTE OBSERVAÇÃO GERANDO RENOVAÇÃO.