Caso você não saiba – Você será vendido para que uma compra se realize!

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Caso você não saiba – Você será vendido para que uma compra se realize!

Recentemente, o LinkedIn comprou a gigante norte-americana de educação online Lynda.com, por aproximadamente US$ 1,5 bilhão. Esta aquisição é o maior valor pago na história por uma empresa de educação e treinamentos online, e dá ao LinkedIn uma incalculável riqueza de vídeos instrutivos sobre desenvolvimento web, fotografia e design, entre outros temas.

O LinkedIn planeja promover esses cursos aos seus mais de 350 milhões de usuários. E, além disso, já está pensando sobre como a enorme quantidade de dados corporativos que possui pode ser usada para sugerir a categorização dos usuários.

Imagine ser um candidato a emprego e ter a capacidade de saber instantaneamente quais são as competências necessárias para as vagas disponíveis em determinada cidade, e depois poder fazer o curso relevante para ajudá-lo a adquirir essa habilidade. É único, objetivo, prático e de inigualável valor”, explicou Ryan Roslansky, headde conteúdo do LinkedIn.

Sob o ponto de vista de dados, surge algo intrigante — eles poderão ser repassados aos anunciantes? Poderão ser trabalhados de alguma forma? Enquanto imaginamos, apenas considere duas aplicações potenciais dos dados do Lynda.com dentro do produto principal do LinkedIn:

  • O LinkedIn lançou recentemente um produto que permite que as empresas comprem anúncios, referenciando-se na base de dados da própria plataforma. Com isso, o LinkedIn agora pode acrescentar os valiosos dados proprietários do Lynda a esse pacote, caso o anunciante queira. Ou seja, os dados do Lynda poderão ser uma “mina de ouro”.

    Provavelmente, a Adobe gostaria de enviar anúncios de seus produtos CS aos estudantes de design da base do Lynda.com— e parece que Lynda já está usando os dados de alguma forma. Uma visita à sua seção de Design da plataforma traz até 28 tags de anúncios, de acordo com o Ghostery, extensão de navegadores específica para detecção de rastreadores, erros, pixels e sinalizadores colocados em páginas por mais de 500 redes de publicidade e seus fornecedores.

  • Grande parte da receita do LinkedIn vem de sua plataforma de Soluções de Talentos. Por isso, não é exagero imaginar recrutadores recebendo notificações sobre profissionais, e quais são os cursos relevantes para as habilidades que eles estão procurando. Esta poderia ser uma vitória para ambas as partes. Recrutadores encontram as pessoas que precisam, e aqueles que buscam novas oportunidades as encontram. O que tornaria o LinkedIn ainda mais relevante.

O LinkedIn está dizendo que o objetivo dessa aquisição é o de “conectar pessoas à oportunidade”. Isso pode ser verdade, mas também reforça o arsenal de dados da empresa de forma significativa, uma jogada inteligente da atual economia digital direcionada por dados ou data driven.

Obviamente, se os anunciantes conhecerem de antemão, não apenas seu público-alvo, mas cada um dos desejos dessa massa de consumo, os anúncios poderão ser personalizados, com ofertas especiais para todos os bolsos, aspirações e anseios. Ou seja, no futuro você será escolhido para receber um anúncio “só seu”, que poderá definir sua ação de consumo. Você foi vendido para alguém que o fará realizar uma compra!

Isso mudará tudo. Não sabemos se é, de fato, ético ou se poderá ser empregado, mas o LinkedIn já pagou mais de US$ 1,5 bilhão para descobrir.

 

Com informações do Advertising Age.