Após o inchaço, a esponja sempre murcha!

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Após o inchaço, a
esponja sempre murcha!

A receita de vendas do comércio varejista ampliado, descontada a inflação, retraiu 3,3% em outubro, na comparação anual, de acordo com o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), sendo o terceiro mês consecutivo de queda.

Em setembro, o índice recuou 3,4%. Todos os setores tiveram retração nas vendas em outubro (2015-2014). No entanto, os de bens semiduráveis e duráveis (materiais para construção, móveis, eletro, entre outros) foram os que puxaram o ICVA para baixo. Já os setores que comercializam bens não duráveis, puxaram as vendas para cima, como já registrado em meses anteriores do ICVA. (Fonte: Giro News).

Quando falamos em varejo do comércio ampliado, a gravidade e perspectivas da crise ficam ainda maiores. Os reflexos em vários importantes setores da economia, juntos, estão nessa amostra.

Após todos os descalabros da era Mantega, que todos conhecem, obviamente, a conta chegaria  em  algum momento, sempre para os consumidores pagarem. Não existe outra possibilidade de outro “alguém” pagar essa conta, senão nós mesmos.

É simples: se tudo o que existe neste país objetiva o consumo direto ou indireto das famílias, e não temos como mudar isso, todos os custos do meio do caminho, entre o produtor e o consumidor, desaguam na ponta, ou seja, em nossos bolsos.

Quando sobe a energia elétrica, acabamos pagando por todo o curso que ela percorre, por exemplo: com a energia mais cara, o biscoito custará mais para ser fabricado, portanto, o quilo do biscoito terá seu preço elevado para o supermercado. Como o supermercado pagará mais, terá que repassar esse aumento para o consumidor final que, finalmente, desembolsará mais para comprar o biscoito.

Esse exemplo básico e até simplório se aplica à gasolina, aos serviços e a todo universo de consumo que nos cerca. Ou seja, meu banho ficou caro, o biscoito do meu filho também e o IPTU será maior, pois iluminar as ruas também ficará mais caro.

Nessa fila de horrores, o Governo pensa que ganha, já que arrecadaria mais em impostos. Engano! Como o crédito fácil da “esponja econômica” e inconsequente desse governo terminou, acabou também o capital de giro financiado. Com isso, as empresas passam a sofrer a questão dos pedidos de reajuste salarial dos seus colaboradores e, não tendo outra saída, apelam para a redução do quadro. Ao demitir alguns colaboradores que sofrerão com a absurda dificuldade de recolocação nos dias de hoje, as empresas encolhem, encolhe a produção e o recolhimento dos impostos diminui. A “esponja de crescimento” movida a crédito fácil inchou e agora vai murchar.

O comércio varejista ampliado nos sinaliza as quedas diretas em seus negócios, mas o espectro é muito maior quando se tem o olhar ampliado. O que esses números do varejo ampliado não mostram é que aqueles milhares de colaboradores desempregados perdem seus planos de saúde, cancelam ou adiam consultas, exames, tratamentos e remédios. Logo em seguida, vem a troca das escolas dos filhos, a troca de residência e de modelo de transporte, pois obviamente, o consumidor não conseguiu pagar o financiamento da “esponja” e perdeu o sonho do carro próprio etc.

Nessa ampla, clara e medida redução da economia, nessa grave recessão econômica, o varejo precisa imediatamente rever seu mix de produtos, não acumular estoques, trabalhar com preços justos, usar seu capital de giro em parcelamentos dos pagamentos e criar ações de marketing, subsidiadas ou não pela indústria, em busca do consumidor fiel, frequente e satisfeito.

Somente programas de mercado bem estruturados e perenes podem levar ao varejo alguma estabilidade e o consequente equilíbrio aos negócios. Nós fazemos isso acontecer: www.zicardttma.com.br.